domingo, 3 de novembro de 2013

Oração II - Madre Teresa de Calcutá "Manda-me alguém para amar"

Senhor, quando tiver fome
manda-me alguém de mão estendida;
quando tiver sede, manda-me alguém
que precise de beber;
quando tiver frio, manda-me alguém
a tiritar de frio;
quando tiver um problema
manda-me alguém para consolar;
quando a minha cruz pesar,
manda-me alguém para eu socorrer.
Quando me sentir abandonada
Manda-me alguém para amar

domingo, 6 de outubro de 2013

Citações - Bernard Shaw


Há pessoas que vêem as coisas como elas são e que perguntam a si mesmas: ''Porquê?'' e há pessoas que sonham as coisas como elas jamais foram e que perguntam a si mesmas: ''Por que não?''.

O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato.

Grão de incenso - Augusto Gil

Entraste com ar cansado
Numa igreja fria e triste.
Ajoelhei-me ao teu lado
– E nem ao menos me viste...

Ficaste a rezar ali,
Naquela imensa tristeza.
Rezei também, mas a ti.
– Que aos anjos também se reza...

Ficaste a rezar até
Manhã dentro, manhã alta.
Como é que tens tanta fé
E a caridade te falta?...

Utopia - João Afonso

 Cidade
 Sem muros nem ameias
 Gente igual por dentro
 Gente igual por fora
 Onde a folha da palma
 afaga a cantaria
 Cidade do homem
 Não do lobo, mas irmão
 Capital da alegria

 Braço que dormes
 nos braços do rio
 Toma o fruto da terra
 É teu a ti o deves
 lança o teu desafio

 Homem que olhas nos olhos
 que não negas
 o sorriso, a palavra forte e justa
 Homem para quem
 o nada disto custa
 Será que existe
 lá para os lados do oriente
 Este rio, este rumo, esta gaivota
 Que outro fumo deverei seguir
 na minha rota?

Renascer - Ellen Dias

Saio a caminhar pelas ruas sem saber pra onde vou
O vento me leva,
E pela primeira vez em muitos anos,
Deixo o sol tocar meu rosto.

Pés na estrada, incertos,
Porém, os passos de agora são bem firmes.
Me solto e me aventuro pelas ruas,
E vou por aí, sem destino.

Apenas caminhando,
Sem querer parar,
Com meus passos guiados pelo sol,
Pois não temo mais a luz
E não preciso mais esconder meu rosto.

Saio finalmente das sombras
E contemplo a luz do dia,
No dia mais ensolarado,
O sol mais iluminado
Que já vi.

O dia em que vesti-me de mim
E quis sair por aí,
Das trevas libertado,
De ilusões alforriado,
O dia em que renasci.

Já não me assombra a incerteza,
Já não enfrento a correnteza,
Apenas me solto por aí
Me afastando das lembranças
Daquele dia em que morri.

Ellen Dias,
in Movimento Literário Novos Poetas (http://movimentonovospoetas.blogspot.com.br/)