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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Queridos Pais - Carlos dos Santos Redondo

Era menino ainda, queridos Pais,
E fiquei só, na vida, a soluçar.
Intercedei que um dia, enfim contente,
O filho que ficou e tanto amais
Vos possa ir beijar
Eternamente.


Carlos Redondo, "Vida-Tetralogia", 1994

domingo, 21 de julho de 2013

Mundo novo - Carlos Redondo

                         in  "Vida -Teatralogia", 1994"  

                                             Com a Dedicatória " À nossa neta Joana"                                          
                          Composto pelo meu PAI para a minha sobrinha Joana, quando ela nasceu


Nasceu a nossa neta, um querubim,
Cabelo preto, linda, branca, pura,
E um lírio nasceu, todo brancura,
Nesse dia, também, no meu jardim.


Na vida tenhas tudo o que desejas,
No rosto, o riso aberto e colorido
Tenha a alegria de um jardim florido,
Na alma, como o lírio, linda sejas.


Nasceu a minha neta, um querubim,

E um lírio nasceu no meu jardim.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Aleluia - Carlos Redondo

                                  in  "Vida -Teatralogia", 1994
                                                     
                                                   Com a Dedicatória " À nossa filha Ana Mafalda"
                                                  
                                                         Composto para mim, quando eu nasci, pelo meu PAI
                                              
                                                            Obrigada, meu querido e adorado PAI!
Sonha, poeta, e esconde o teu segredo
Cerra os olhos, a boca, os ouvidos
Deixa que a paz embote os  teus sentidos
E a isso chamem cobardia e medo.

Canta, poeta, há rosas no fraguedo,
Depois da angústia, os turbilhões varridos,
São já de epopeia os versos lidos
Nos olhos teus, um hino forte e ledo.

Vive, poeta, o teu amor sagrado,
De pés na terra, coração alado,
Olhos em Deus, na bênção prometida.

Não te cumpriste ainda, mas sorri,
Essa missão a cumprirá por ti,
Uma vida nova, numa nova vida.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Que eu seja como - Carlos Redondo

Como a onda, batida pelo vento,
Persiste no vaivém da investida

                Após cair se eleve o pensamento

                Na renovada ânsia da subida. 

Como o Sol, que renasce em cada flor,
E a todo o mundo aquece e ilumina
                Irradie eu, à minha volta, amor
                Esperança, paz, calor e luz divina.
Como a brisa, em constante movimento,
                Eu nunca pare no rumo pretendido
                Eu nunca pare por ter o sentimento
                De já estar satisfeito...ou ser vencido.
Como a Lua que ao fim de cada dia
Vagueia pelo céu, suavemente
                Até morrer eu espalhe a alegria
                - Poeta, sonhador e adolescente.
Que eu seja como a brisa, a Lua, o Sol,
Como isto ou como aquilo ou como alguém...
                Mas ser, inteiro ser, como um farol,
                Que eu seja eu, só eu e mais ninguém.


Carlos Redondo, "Vida-Tetralogia", 1994

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Linha de rumo - Carlos Redondo

Carlos Redondo, "Vida-Tetralogia", 1994


A vida é uma viagem feita em navio corsário
Não custa ser pirata, astuto, temerário
Nem sequer ser herói no fragor da batalha
Quando exigem de nós a lança ou a mortalha

Mas, só, no quarto de alva, quando o cansaço vem,
Manter-se firme, ao leme, de olhos mais além,
E fugindo dos escolhos, não se afastar do rumo,
Seguir, sereno, em frente, em frente com aprumo

Essa batalha sim, essa custa a vencer
A batalha da vida, a nossa, até morrer.