quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Inerte - Ana Redondo

Caído na praia,
De rosto no areia,
Inerte
O menino morto é  sinal pungente.
Lançado no porão,
Como peça de gado
Ei-lo que se afoga
Em barco sem lei
Que às tantas adorna
Sem rumo, sem leme.
É  triste o teu fado
Menino fugido
Do terror das balas,
Na esperança ilusória
Dum amanhã risonho.
Travessia inglória,
Insana...
Menino perdido
Dos  braços da mãe
Foi  triste a tua sorte
Nesses barcos da morte
Desumana...
Menino inocente
Que já não padece
Aceita que eu junte dolorosa prece
Pois  todos falam, reclamam,
Mas onde estão as acções
Neste drama premente?


Ana Redondo, 3 de Setembro de 2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sirenes no mar - Ana Redondo

Toda a noite as sirenes zumbiram
Noite de nevoeiro
Noite de magia
Noite de encanto
E as sirenes negam-me o descanso.
Sinto os navios no mar traiçoeiro.
Rezo.
Oiço o som das sirenes
Sob o invisível manto.
Um oceano imenso
Grita e clama
Seu infinito fulgor.
Noite de pranto...
E os homens que pescam
Mantêm seu labor...




Ana Mafalda Redondo, Agosto  de 2015
 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pensamentos -Dalai Lama

Dê a quem você ama:
Asas para voar
Raízes para voltar
E motivos para ficar.


Dalai Lama