A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos.
Marcel Proust
sexta-feira, 28 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Chuva e lágrimas (versão preliminar) - Ana Redondo
Queria chorar todas as lágrimas
E depois esquecer todas as mágoas
As dores mais profundas
Que, mesmo inconscientes,
Não se desvanecem
Espigões encravados
Que subitamente se revelam
Sem aviso prévio redespertam
E tudo em mim se desconecta
Se confunde
Qual nuvem escura
Obscurecendo o sol
Oferecer ao mar todas as minhas penas
São tantas tão dolorosas
Como espinhos lancinantes!
Água salgada faz crescer os oceanos
E eu não posso mais viver com este mar pungente
Tremendo e gemendo
Bem dentro de mim
Ajuda-me, mar, ajuda-me terra
Ajudem-me as nuvens
Que me ajude o vento
Que tudo o que eu sofri
Se transfigure no novo
Que, belo, irá nascer
- Resplandecente –
Brotando raízes em solo bem fértil
(Regado e irrigado
Na frescura da chuva)
E estendendo galhos
Pejados de frutos
Venham então borboletas
Transportar o pólen
E gerar novas plantas
E a roda da vida poderá então avançar
Já que também eu sou parte dela
E isso terei sempre de relembrar
Ana Redondo
segunda-feira, 24 de julho de 2017
domingo, 23 de julho de 2017
quinta-feira, 6 de julho de 2017
sexta-feira, 16 de junho de 2017
Os Meus Versos - Florbela Espanca
Rasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!...
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasgas os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
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